Mistérios da humanidade : Voo fantasma e o mistério do numero 7 (Parte 1)


11 de Julho de 1973, Aeroporto Internacional do Galeão, Rio de Janeiro, Brasil

117 pessoas embarcam no Vôo da Varig RG – 820 com destino a Londres, Inglaterra. O avião, um boeing 707 com capacidade para 202 pessoas, faria uma escala no Aeroporto de Orly em Paris. No comando do avião estavam Gilberto Araújo da Silva, um dos melhores pilotos da companhia tendo o título de Comandante Master (posto máximo na carreira de piloto) e o segundo comandante Antônio Fuzimoto.
Na Foto: Gilberto Araújo da Silva e Antônio Fuzimoto. O paraibano Gilberto Araújo da Silva era um piloto bastante experiente com mais de 20 mil horas de vôo.
Entre os passageiros, personalidades como a socialite e belíssima atriz Regina Léclery, o senador e Presidente do Senado Filinto Muller, o cantor Agostinho dos Santos, o iatista tricampeão mundial Joerg Brudere o jornalista Júlio Delamare (primeiro diretor do departamento de esportes da Rede Globo).

Na Foto: Regina Léclery. Nascida no Rio de Janeiro em 1939, trabalhou como recepcionista em um banco. Foi Charm-Girl e Miss Lagoinha Country Club. Aos 20 anos de idade, segundo suas próprias palavras, foi “jogada pelos colunistas no estranho mundo da alta sociedade”. Casou-se em 1963 com o milionário Wallinho Simonsen e passou a freqüentar o Jet-Set internacional. Em outubro de 1963, o casal passou um fim de semana com John Kennedy, em sua propriedade de Palm Beach, o último fim de semana da vida do presidente: na sexta-feira seguinte ele seria assassinado. No final dos anos 60 e início dos anos 70 participou de filmes com diretores do porte de Leon Hirszman, Gláuber Rocha e Nélson Pereira dos Santos.



Na Foto: Filinto Strubing Muller. Militar e político brasileiro, Filinto ficou famoso internacionalmente por prender a militante comunista e mulher de Luís Carlos Prestes, a judia alemã, Olga Benário, que estava grávida. Entre 1969 e 1973 foi Presidente do Partido Arena (atual PMDB). Em 1973 assumiu a Presidência do Senado brasileiro.



Na Foto: Agostinho dos Santos. Um dos maiores cantores brasileiros dos anos 50, Agostinho dos Santos ficou famoso depois cantar a trilha sonoro do filme "Orfeu Negro". Excursionou pela europa e até chegou a gravar algumas músicas do astro norte americano Bill Halley.



Na Foto: Joerg Bruder. O velejador brasileiro era especialista na classe Finn, participou de 3 olimpíadas e foi bicampeão pan-americano e tricampeão mundial (1970, 1971 e 1972).

O Desastre de Orly

A manhã estava tranquila quando o avião levantou vôo do aeroporto do Rio de Janeiro. A travessia sobre o Oceano Atlântico ocorreu sem problemas e logo estavam sobrevoando a bela cidade de Paris, onde o avião faria uma escala. A comissária de bordo pediu para que todos sentassem em suas poltronas e afivelassem o cinto de segurança. O comandante Gilberto com uma voz calma descreve os pontos turísticos de Paris. O avião já estava em procedimento de pouso e apenas a 1 minuto da pista do Aeroporto de Orly quando a torre de controle recebe uma mensagem do comandante Gilberto:
“Eu tenho um problema mecânico com meus motores … Eu não preciso disso … Eu vou morrer!”

Bombeiros retiram os corpos do Boeing da Varig



Na Foto O Boeing 707 da Varig Destruído Após o Pouso de EmergênciaNa Foto O Boeing 707 da Varig Destruído Após o Pouso de Emergência
Na Foto: A frente do Boeing da Varig que caiu na FrançaNa Foto: A frente do Boeing da Varig que caiu na França em 1973.
Ao se aproximar do Aeroporto de Orly, iniciou-se um incêndio no fundo do avião, os comissários de bordo correram para apagar as chamas mas logo todo o avião estava tomado por uma fumaça densa e tóxica. A fumaça invadiu a cabine e os pilotos perderam a comunicação com a torre de controle. Exatamente às 14:03 os pilotos resolveram fazer um pouso de emergência. Em uma manobra habilíssima, os comandantes Gilberto Araújo da Silva e Antônio Fuzimoto desviaram das milhares de casas da capital francesa e pousaram o avião em um campo aberto em Saulx-les-Chartreux, ao sul de Paris. Ainda atordoados, os pilotos abriram a porta da cabine e não enxergavam um centímetro às suas frentes, abriram a porta do avião e pularam para fora.
Apesar de todo o esforço dos pilotos, 123 (116 passageiros mais 7 tripulantes) pessoas morreram no desastre, não pela queda do avião, mas queimados e intoxicados pela fumaça do incêndio que iniciou-se em pleno ar. De todos os 114 passageiros apenas 1 sobreviveu, Ricardo Trajano, um jovem que desobedeceu todos os procedimentos e correu para perto da cabine onde a fumaça não estava tão densa. Quando os bombeiros chegaram ele foi o primeiro a ser resgatado, desmaiado e com queimaduras.
Uma minunciosa investigação sobre as causas do incêndio foi feita e para surpresa de todos a causa do incêndio foi um cigarro aceso jogado no lixo do banheiro do avião pouco antes do pouso. A partir desse acidente o fumo foi proibido nos aviões.
Apesar da grande perda em pessoas nesse acidente, a tragédia poderia ter sido maior se o avião tivesse caído sobre as casas parisienses. O comandante Gilberto ficou conhecido no mundo inteiro pela enorme perícia com que conduziu o avião e em 26 de julho de 1973 foi condecorado pelo Ministério dos Transportes da República da França.

O Início do Mistério

Após escapar quase que por milagre de um terrível acidente aéreo, o Comandante Gilberto voltou para o Brasil e se encontrou com um amigo de longa data, Oswaldo Profeta.

Na Foto: A esquerda o comandante Gilberto e à direita seu amigo Oswaldo Profeta.
Ao encontrar com seu amigo Oswaldo Profeta, o comandante Gilberto fez uma revelação estranha.
“Quando ele voltou, ele me chamou só para me explicar e não quis que ninguém mais soubesse”.
Segundo Oswaldo, Gilberto tirou seu óculos de dentro de uma caixinha e lhe mostrou.
“Vê alguma coisa estranha ?”, perguntou Gilberto.
“Não, apenas alguns arranhados”, respondeu Oswaldo.
“Não são arranhados, é o número 7″. 
Segundo o comandante Gilberto, os arranhões que apareceram no seu óculos após a queda do avião da Varig em Paris formavam o número 7. Oswaldo achou muito estranho aquilo. Na época Oswaldo era delegado da Polícia Civil de São Paulo e pediu para que o Departamento de Criminalística analisasse o óculos e fizesse uma ampliação dos arranhões na lente do óculos. O resultado ?

Oswaldo Profeta, hoje aposentado mostra a ampliação feita na época pelo Departamento de Criminalística da Polícia Civil de São Paulo em um programa de TV da Rede Globo em 2008. Os arranhões parecem formar o número 7.
O comandante Gilberto e o próprio Oswaldo ficaram impressionados com esse fato. “Ele ficava perguntando: Mas Oswaldo porque 7 ?” Bastante religioso, Oswaldo Profeta tentou encontrar uma resposta na bíblia. Ao consultar a bíblia Oswaldo disse ao comandante Gilberto que o 7 aparecia em dois livros da bíblia, o primeiro e o último (Gênesis e Apocalipse).
Gênesis: “Deus descansou no sétimo dia”
Apocalipse: “E no meio do trono um cordeiro como que tinha sido morto. Ele tinha sete chifres, bem como tinha sete olhos, que são sete espíritos de Deus enviados por toda a terra”

O que poderia ser ? Uma mensagem de Deus ? Apenas coincidência ?
CONTINUA...

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